Dentição Humana: Como tudo começou

Dentição Humana: Como tudo começou

Ao longo das várias eras, o ser humano tem vindo a sofrer importantes transformações físicas que lhe permitem adaptar-se e sobreviver ao ambiente em que se insere. Com a dentição não é diferente: Porque é que a utilização dos nossos dentes mudou tanto ao longo da história da evolução humana?

Com o passar dos anos, a dentição humana tem vindo a sofrer alterações constantes, calcula-se que devido a fatores internos mas também ambientais.

É por isso, seguro dizer que a dentição humana não é mais a mesma que na época da pré-história, quando surgiu o homo sapiens. Por outro lado, a dentição do ser humano revela ainda hoje várias semelhanças com a de outros primatas, senão veja-se: um macaco adulto possui igualmente 32 dentes, divididos em duas arcadas de 16 cada um.

denticao humana

Contudo, existem algumas características que nos distinguem! Para além das funções associadas às diferentes características anatómicas do homem e de outros primatas, as principais diferenças que apresentamos estão fortemente relacionadas com a evolução cultural!

O homem, ao contrário dos seus antepassados, substituiu a competição pela sobrevivência e passou a utilizar o fogo para cozinhar os alimentos. Por conseguinte, a diminuição da robustez dos nossos dentes, pode ter como causa o aumento da nossa capacidade de consumir diferentes tipos de alimentos.

A Influência da Alimentação na Dentição Humana

Os alimentos sempre assumiram um papel determinante na dieta dos nossos antepassados, pois influenciaram em grande parte o processo de mudança que ocorreu com a evolução da espécie humana.
A utilização do fogo para cozinhar alimentos de origem vegetal e animal foi uma das principais mudanças! Permitiu uma alimentação mais variada e calórica aumentando assim a energia disponível no organismo. Todo este processo resultou em mudanças anatómicas e comportamentais, que contribuíram para o desenvolvimento da evolução humana.

Alguns estudos apontam ainda a utilização do fogo como uma das causas para a diminuição do tamanho da mandíbula. A verdade é que na época da pré-história os dentes tinham uma utilização completamente diferente da que têm atualmente. Os alimentos eram mais duros e mais difíceis de mastigar, não eram cozidos e, por isso, exigiam um esforço maior da arcada dentária para conseguirem ser triturados.

Neste sentido, a utilização do fogo veio permitir ter uma dieta mais variada, na qual pudemos passar a incluir carnes e grãos de consistência dura.

A estrutura dentária mudou com a evolução humana?

Como termo comparativo, pode dizer-se que apesar das semelhanças do homem pré-histórico com outros primatas, os dentes humanos têm um tamanho relativamente menor que os dentes de um macaco, por exemplo.

Um homem adulto possui 32 dentes, divididos em quatro tipos:

  • Incisivos: São os dentes da frente, cuja sua função consiste em cortar os alimentos. A boca de um adulto possui oito incisivos, quatro superiores e quatro inferiores.
  • Caninos: Possuem pontas agudas que servem para rasgar os alimentos, sendo uma característica própria dos animais carnívoros. Um adulto possui quatro caninos na arcada dentária.
  • Pré-molares: Têm a particularidade de ter duas pontas que ajudam a esmagar os alimentos. Cada adulto possui oito pré-molares na boca.
  • Molares: Apresentam uma superfície com várias pontas que servem para triturar os alimentos. Um ser humano adulto possui 12 molares.

É importante lembrar que a dentição humana possui ainda características próprias da espécie, ou seja, o ser humano tem duas dentições diferentes ao longo da vida. Mais nenhuma espécie tem esta particularidade!

A dentição temporária, vulgarmente conhecida como ‘dentes de leite’, nasce aproximadamente aos seis meses de idade, sendo substituída entre os seis e 12 anos pela dentição definitiva.

A título de curiosidade: uma criança possui 20 dentes temporários e um adulto 32 dentes permanentes!

Porque estão a desaparecer os dentes do siso?

Nos dias de hoje, assiste-se a um cenário curioso da evolução da espécie humana: pessoas a quem os terceiros molares, conhecidos como dentes do siso, não chegaram a nascer.

O que pode estar por detrás deste fenómeno?

A alteração dos hábitos alimentares, ao longo dos anos, pode explicar o desaparecimento dos sisos. Estamos num processo de constante evolução, e os nossos antepassados praticavam uma alimentação que exigia um maior esforço de mastigação: à base de folhas, raízes, frutas e carnes. O homem moderno come hoje alimentos mais macios e fáceis de mastigar, tornando a existência dos sisos “desnecessária”.

Curiosidade: Em alguns casos, os dentes do siso podem estar presentes mas sem erupção visível (dentes inclusos). Devido a uma redução do tamanho dos maxilares, estes dentes tornam-se assim inclusos, de geração em geração, até deixarem completamente de nascer.

Qual o futuro da Dentição Humana?

A Importância da Estética

Na época do homem moderno, direcionada para tudo o que é visual, a evolução da dentição humana cumpre hoje ‘requisitos’ próprios de uma sociedade moderna e que dispõe de várias soluções que permitem colocar a dentição humana num novo paradigma: o da estética.

Se nos nossos primórdios, os gregos já utilizavam uma folha metálica para endireitar os dentes tortos, hoje colocamos aparelhos invisíveis para corrigir falhas e imperfeições na arcada dentária e Implantes Dentários para substituir os dentes em falta.

Afinal, será que a dentição humana mudou assim tanto?

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