21 dias para que a sua mudança de hábitos aconteça

21 dias para que a sua mudança de hábitos aconteça

O que faz em 21 dias? Um curso de curta duração, uma viagem de férias, lê um livro, conhece outro país… Com certeza a lista de coisas que pode fazer é grande, mas tudo vai depender do interesse de cada um. Mas quero-lhe contar que esses mesmos 21 dias são o suficiente para algo surpreendente: a mudança de hábitos.

Parece fácil, não?!

Imagine então que em pouco menos de um mês pode começar a viver com mais otimismo e implementar novas práticas:

– Praticar aquele exercício físico prometido há tempos

– Incluir novos alimentos nas suas refeições diárias

– Ler mais

– Implementar práticas de relaxamento

– Parar de fumar

– Criticar e julgar menos

– Estudar mais ou ter mais produtividade no trabalho e ainda aprender a “desligar” a mente quando necessário.

As possibilidades não têm fim, mas saiba que “ir um pouco de cada vez”, com calma, paciência e perseverança, chega onde quer. 

A importância da mudança de hábitos

Novos hábitos podem ser uma lufada de ar fresco para a nossa mente e corpo, sabia?!

Estamos habituados a realizar muitas atividades durante toda a nossa vida sem parar para pensar no motivo de as fazermos da maneira que fazemos. Parar para avaliar as nossas ações, não é algo muito frequente, e muitas das nossas tarefas do dia-a-dia acabamos por fazer em modo “piloto automático”. 

E aí é que pode morar o perigo: quanto mais automático, maior também será a dificuldade de concentração, por exemplo, ao fazer algo todos os dias e sempre da mesma forma, ou que já estamos acostumados a fazer, deixamos de prestar tanta atenção no presente, ao momento em que está a ser realizado.

A criatividade também fica em risco, já que agir em modo automático é o mesmo que seguir padrões repetitivos. Viver em modo automático também acaba por promover a inflexibilidade e dificulta a adaptação a novas situações. Também pode prejudicar pensar em novos caminhos e possibilidades inovadoras.  

 

Mas, afinal, os hábitos são…

Os hábitos são nada mais do que padrões comportamentais que se tornam parte do que somos. Influenciam as nossas conquistas, a nossa postura perante a vida e os nossos pensamentos. São comportamentos rotineiros que se repetem com regularidade e a tendência é que ocorram de maneira subconsciente. São também a “válvula de escape” do nosso cérebro, já que poupam trabalho ao nossos neurónios em atividades simples.

Para o filósofo grego Aristóteles, que dizia que o ser humano é a construção do que faz repetidamente, o hábito está relacionado com a excelência. O filósofo escocês David Hume defendia que o hábito define a nossa identidade e que nós, seres humanos, somos constituídos por uma multiplicidade de hábitos que desenham a forma como vamos viver. 

Curioso, não é?!

Sabe-se também que os hábitos são comportamentos aprendidos e por isso é possível, sim, aprendermos outros e novos hábitos, caso aqueles que temos não correspondam mais ao que precisamos – ou queremos. 

Por isso, mais do que nunca, chegou a hora de reavaliar para uma mudança de hábitos que fizer sentido para si. E, aproveite, pois o período de “experiência” dura menos do que imaginávamos. É possível ter em 21 dias, uma adequada mudança de hábitos.

 

Entenda: 21 dias para a mudança de hábitos

Ao longo das últimas décadas, algumas situações foram observadas para se chegar a esse período mínimo de 21 dias para uma adequada e possível mudança de hábitos.

O cirurgião plástico e psicólogo Maxwell Maltz, por exemplo, foi um dos primeiros a fazer esta relação. Maltz relatou na década de 1960 que os seus pacientes percebiam as mudanças que ocorriam após as cirurgias a que eram submetidos somente 21 dias depois do procedimento realizado. A partir dessa observação constatou que este é o tempo mínimo necessário para que o cérebro se adapte a uma mudança – o registo consta no livro Psycho-Cybernetics, publicado naquela mesma década.

Na década de 1980, outro relato nesta mesma linha foi apresentado no artigo Three Weeks to a Better Me, na Reader’s Digest: uma mulher passou três semanas sem criticar qualquer coisa que fosse e observou hábitos diferentes após este período. A teoria também está presente no livro Mind Hacking: How to Change Your Mind for Good in 21 Days, de John Hargrave, e no livro best seller O Poder do Hábito, de Charles Duhhig.  

Então, se a repetição é o que faz com que os nossos hábitos sejam criados, quanto mais praticar o que deseja “programar” na sua mente, mais rápido os seus hábitos, bem como as suas ações, podem mudar.

Ao longo da vida, quantos hábitos já mudámos? Com certeza, muitos. Se sente que chegou a hora de mudar mais alguns, aprenda aqui como fazer.

Mudança de hábitos: entenda como são criados os hábitos 

Há quem diga que passamos 40% do nosso dia a repetir atitudes e ações, agindo de acordo com ideias já estabelecidas no nosso subconsciente. Vou-lhe dar um exemplo com que todos nos vamos identificar:

Escovar os dentes – alguma vez pensou em não o fazer?

Espero que não! 

Dou este exemplo porque escovar os dentes é uma ação natural – ou deveria ser. É um hábito tão enraizado que não se questiona o motivo de o fazer e muito menos o de não fazer. 

Mas, veja que curioso é: não nasceu com o instinto de escovar os dentes todos os dias, como pede a adequada higiene oral, e muito provavelmente foi ensinado sobre a importância e a necessidade de ter este…hábito. 

Ou não?

Bem, independente de quais sejam eles, os hábitos estão aí e sabemos que nos acompanham desde que temos consciência de nós mesmos. 

Mas…confesso que fiquei preocupado com o fato de talvez o cuidado com a sua higiene oral não ser ainda um hábito. 

Então, quero lhe mostrar que não existe momento certo para começar a mudar um hábito e, no seu caso, o de ter dentes saudáveis, um sorriso bonito e saúde oral radiante.

Vamos fazer juntos um esquema para seguir ao longo dos próximos meses, levando em consideração o tempo mínimo de 21 dias para a formação de cada novo hábito. Lembre-se: a altura certa é sempre o agora!

 

Mudança de hábitos: saiba como fazer – e cuide da sua saúde oral

Primeira coisa: descarregue o calendário de 2020 Assim, terá um lugar específico para anotar o hábito que pretende desenvolver naquele mês.

Agora, faça uma lista de tudo o que pretende começar a fazer diferente. 

Precisa de ajuda? Temos algumas dicas para si.

Confira!

Janeiro: comece a escovar os dentes pelo menos 3x ao dia, preferencialmente após as refeições. O recomendado é que uma delas seja antes de dormir.

Ah, e não se esqueça: o fio dentário é fundamental – use sempre antes de escovar os dentes ou, pelo menos, uma vez ao dia, de preferência antes de dormir.

Fevereiro: passe a ter no seu dia-a-dia, práticas que possam relaxar o seu corpo e a sua mente, e assim evitar o stress.

Não sei se sabe, mas o stress é um grande inimigo da saúde oral. 

Março: como está a sua alimentação? Dê uma oportunidade aos alimentos mais saudáveis.

Frutas saborosas, legumes suculentos, folhas verdes crocantes e coloridas, carnes recheadas de vitaminas…são muitos os alimentos riquíssimos em saúde para os nossos dentes.  

Abril: qual foi a última vez que trocou a sua escova dentária? Então, chegou a hora de substituir a sua escova de dente – faça isso a cada 3 ou 4 meses.

Com o tempo, as cerdas da escova começam a desfiar e perdem a efetividade da escovagem. Além disso, uma escova nova pode remover mais placa bacteriana do que uma escova mais usada. 

Maio: fuma? Tente a partir deste mês parar de fumar. Caso sinta muita dificuldade, tente diminuir a quantidade de cigarros que fuma diariamente.

tabaco contribui para o desenvolvimento de doenças na gengiva e, até mesmo, para o cancro bucal.

Junho: quando visitou pela última vez o seu médico dentista? Passe a ter o hábito de fazer visitas periódicas para se certificar que a sua saúde oral está em dia, ou poder tratar a tempo alguma complicação. O ideal é uma visita a cada seis meses, caso não observe nenhum problema, dor ou desconforto na sua boca. 

Julho: consome com frequência bebidas alcoólicas? Diminua o consumo de álcool.

Sozinho ou combinado com o tabaco, o álcool aumenta o risco de cancro de boca, doenças na gengivas e cáries.  

Agosto: é daqueles que adora um doce? Tente limitar o consumo. Deixe os doces para ocasiões especiais.

O açúcar não é amigo da sua saúde oral.  

Setembro: como tem sido a tentativa de parar de fumar? Será que já se tornou um hábito? Se a resposta for “não”, dê mais uma oportunidade a si mesmo e tente diminuir um pouco mais a quantidade de cigarros que fuma todos os dias.

Quem sabe até o fim do ano possa celebrar este novo hábito?!

Outubro: diminua o consumo de refrigerantes e bebidas gaseificadas. Além de conterem açúcar e não fazerem bem para o resto do organismo, os ácidos contidos nestas bebidas podem danificar os dentes ao longo do tempo.

Novembro: beba mais água, hidrate o seu corpo e a sua boca.

Dezembro: seis meses já se passaram e está na hora de voltar ao médico dentista. 

Independentemente dos seus novos hábitos, há alguns deles que devem ser cultivados sempre e as visitas periódicas ao seu médico dentista de confiança é uma delas.

Deixe anotado no seu calendário a necessidade de agendar periodicamente as visitas para cuidar da sua saúde oral, assim quando chegar a altura não se esquece.

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